Ainda hoje, Florence Nightingale é a figura mais representativa da Enfermagem. Suas contribuições são reconhecidas pelo grande impacto que tiveram na prática da profissão, e o marco de 200 anos de seu nascimento, celebrado neste dia 12 de Maio, inspirou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a fazer de 2020 o Ano Internacional da Enfermagem.

Imagem: Reprodução da Internet

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A data não poderia ser mais significativa. Além do contexto histórico pelo nascimento de Florence, 2020 tem se traduzido como um grande desafio por causa da pandemia pelo novo coronavírus. Enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, socorristas e tantos outros profissionais atuam diariamente no combate ao Covid-19, mesmo com a precariedade das condições de trabalho, colocando suas próprias vidas em risco.

Esses profissionais seguem os caminhos de Florence, que já no século 19 ajudou a salvar e a melhorar inúmeras vidas com sua abordagem diferenciada. O hábito de lavar as mãos, por exemplo, já tinha uma grande importância para a enfermeira naquela época, e foi registrado como recomendação em seu livro “Notas sobre Enfermagem” (1860). A obra contava, também, com outras instruções que beneficiavam a saúde pública e ajudavam na prevenção a doenças graves, como a cólera e a febre tifóide.

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Em 2020 ainda é necessário relembrar essas instruções a fim de evitar a contaminação por coronavírus. Mas essa não é a única coisa a ser relembrada. A pandemia tem despertado as pessoas para a valorização do trabalho dos profissionais da Enfermagem na preservação à vida e nos cuidados com a saúde.

No Brasil, a profissão teve o pioneirismo de Ana Néri, que prestou serviços voluntários em hospitais militares durante a Guerra do Paraguai e chamou a atenção por sua dedicação ao trabalho. No front de batalha, ficou conhecida por sua coragem, amor ao próximo e pelos conhecimentos fitoterápicos. Apesar das condições precárias de trabalho, até hoje é homenageada como a heroína baiana da caridade.

A OMS estima que o mundo precise de mais de 9 milhões de enfermeiras(os) e parteiras para atingir a meta de cobertura universal de saúde nos próximos 10 anos. Nas Américas, esse número pode ser de até 800 mil a mais, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

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Nas palavras de Carissa Etienne, diretora regional da OMS para as Américas e diretora da OPAS, “investir em enfermagem e obstetrícia significa oferecer saúde para todas e todos, o que terá um efeito profundo na saúde global e no bem-estar”. Carissa relembra que em muitas partes do mundo esses profissionais são o primeiro e único recurso humano em contato com os pacientes.

Neste dia 12 de Maio e em todos os outros dias, parabenizamos a todos e todas que dedicam suas vidas a cuidar das pessoas, e reiteramos nossa grande missão: formar gente que cuida de gente.